
Teimoso
Samuel Úria
Identidade e resistência em "Teimoso" de Samuel Úria
Em "Teimoso", Samuel Úria explora, com humor e autocrítica, a busca por uma identidade musical própria diante de tantas referências e estilos. Logo no início, ele se descreve como alguém "fora do tempo" de movimentos importantes: nasceu depois do PREC, tarde demais para o proto-punk e se considera "branco demais para ser do rap". Essas referências situam Úria no contexto da música e cultura portuguesa, ao mesmo tempo em que ironizam a dificuldade de se encaixar em rótulos ou tendências, reforçando a resistência à padronização.
O refrão "Teimoso que nem um moleque" ganha mais sentido quando lembramos que, em entrevistas, Úria dedicou a música aos governantes mundiais, criticando a teimosia ideológica. Assim, a teimosia não é só uma característica pessoal, mas também um comentário social sobre a insistência infantil em ideias fixas, seja na música ou na política. As menções a Bob Dylan e Tom Waits — “nasci quando o bob renasceu / e o tom gravou o heartattack” — mostram a admiração por artistas que desafiaram convenções. No final, Úria assume sua teimosia como força criativa e crítica, celebrando a persistência em ser diferente, mesmo que isso signifique não pertencer a nenhum grupo ou época específica.
O significado desta letra foi gerado automaticamente.



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