
Lenço Enxuto
Samuel Úria
Masculinidade e vulnerabilidade em “Lenço Enxuto”
A música “Lenço Enxuto”, de Samuel Úria, questiona abertamente o estereótipo de que homens não devem demonstrar emoções, especialmente o choro, e expõe a pressão social sobre a masculinidade. No verso “Empresta-me os teus olhos uma vez / Que os meus não são de gente, apenas rapaz”, o eu lírico expressa a sensação de inadequação de quem, sendo homem, sente-se privado do direito de demonstrar tristeza. A menção ao “caldo lacrimal” e ao “pranto transparente (a cor de mulher)” reforça como o choro é culturalmente associado ao feminino, sendo negado ao homem tradicional, o que evidencia a discussão sobre identidade de gênero e expressão emocional masculina.
O refrão “Ser masculino é ter-se o lenço enxuto” resume a crítica principal: a masculinidade é ligada à ausência de lágrimas, enquanto a vulnerabilidade é vista como fraqueza. A letra ironiza essa expectativa ao pedir emprestado o “efeminado luto”, reconhecendo que a expressão do sofrimento é socialmente aceita para mulheres, mas não para homens. O trecho “Tu és corrente e eu finjo mar / Que um homem, para que chore, não pode chorar” mostra que, mesmo sentindo, o homem precisa disfarçar ou reprimir suas emoções. A parceria entre Samuel Úria e Manel Cruz, ambos reconhecidos por sua sensibilidade, reforça a mensagem da música, que propõe uma reflexão sobre os papéis de gênero e a importância de permitir que todos expressem suas emoções livremente.
O significado desta letra foi gerado automaticamente.



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