
Ponto Exu Caveira
Sangue da Tradição
No bater do tambor a noite abre o chão
Quem anda torto sente logo a correção
Caveira passa firme na beira da estrada
No silêncio do cemitério, ele é nosso guardião
Quem deve teme, quem tem honra não teme nada
Rei da calunga, sua força aqui é honrrada
É ele que guarda, é ele que vê
Se mexer com o filho dele, a 8 palmos vai se ver
É ele que pisa onde a sombra se deita
Na força do cruzeiro ninguém afronta Exu Caveira
Na calada da noite ele anda sem pressa
Cortando mentira, desatando promessas
Seu passo é silêncio, sua lei é inteira
Não mexe com ele, sua justiça é traiçoeira
É ele que guarda, é ele que vê
Se mexer com o filho dele, a 8 palmos vai se ver
É ele que pisa onde a sombra se deita
Na força da calunga ninguém afronta Exu Caveira
Quando a gira chama, a tronqueira acende
O medo é dos falsos, o justo ele defende
E quem não respeita a estrada verdadeira
Aprende na noite o peso de Exu Caveira
É ele que guarda, é ele que vê
Se mexer com o filho dele a 8 palmos vai se ver
É ele que pisa onde a sombra se deita
Na força do mistério, ninguém afronta, meu rei Exu Caveira



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