
Prantos
Sant
Dor coletiva e resistência nas periferias em “Prantos”
Em “Prantos”, Sant retrata de forma direta o sofrimento cotidiano das periferias, mostrando como a dor coletiva se transforma em força para resistir e sobreviver. O título, no plural, já indica que o choro não é apenas individual, mas compartilhado por muitos. A letra aborda temas como ausência paterna, doença na família e a morte de entes queridos, refletindo a realidade de muitos jovens das comunidades. O verso “Pai ausente, mãe doente / Mais um irmão morto troca o pente” resume a sucessão de perdas e a necessidade de adaptação diante da violência e da falta de oportunidades.
Sant também critica a desigualdade social e a hipocrisia de classes, como no trecho “Playboy ouvindo proibidão / Até parece que é brincadeira”, apontando o consumo superficial da cultura periférica por quem não vive seus desafios. A menção ao “tráfico de informação” sugere que o verdadeiro poder está no acesso ao conhecimento, e não apenas no tráfico de drogas, destacando como a exclusão informacional mantém o domínio das elites. A repetição de “Prantos viram planos” mostra a transformação da dor em estratégia de sobrevivência, enquanto “Consciência é artigo de luxo / Vivência compensa a falta de estudo” valoriza a experiência de vida diante da falta de acesso à educação formal. O tom realista da música, junto à produção sombria de LP Beatzz, reforça o clima de urgência e reflexão sobre a luta diária nas favelas.
O significado desta letra foi gerado automaticamente.



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