
Veneza, Veneza
Santanna O Cantador
Contrastes urbanos e nostalgia em “Veneza, Veneza”
“Veneza, Veneza”, de Santanna O Cantador, retrata o cotidiano urbano nordestino ao destacar a convivência entre beleza e dureza nas ruas da cidade. A música começa mostrando personagens opostos, como a “moça bonita, aliança no dedo” e o “velho cansado caminhando lento”, evidenciando a presença simultânea de esperança e desgaste, juventude e envelhecimento. O uso de expressões regionais, como “Eh boi!”, reforça a identidade nordestina e aproxima a narrativa do ouvinte, trazendo autenticidade à descrição do dia a dia.
A letra expõe as contradições da cidade ao descrever a agitação do fim de tarde como “um formigueiro de buzinas e luzes e olhos e som”, enquanto também mostra a miséria e a confusão nos “labirintos” do “centro da feira”, onde se tropeça em “mil molhos de coentro”. O verso “É o rapa, é o tapa, é a bronca, é a briga” revela a tensão social e a violência presentes no ambiente urbano, e a menção a “Bagdá” sugere um cenário caótico, comparável a uma zona de conflito. A insegurança aparece em “É seu vidro fechando com medo de mim”, mostrando como o medo e a desconfiança afetam as relações nas ruas. Por fim, a saudade de tempos mais simples surge em “De sentir saudade de ser do jasmim”, remetendo a um passado mais tranquilo e idealizado. Assim, a música constrói um retrato direto e sensível da vida urbana, valorizando suas nuances e contradições.
O significado desta letra foi gerado automaticamente.



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