
Agora o Tempo
Sara Correia
Solidão e esperança no tempo em "Agora o Tempo"
"Agora o Tempo", de Sara Correia, explora a solidão de forma intensa, tornando-a quase palpável ao afirmar: “a vida é um corpo triste a que me agarro”. O tempo aparece como um peso real, especialmente nos versos “Agora o tempo pesa-me a alma / E aos poucos deixa marcas no meu peito”, que vão além de uma simples metáfora sobre envelhecimento ou cicatrizes emocionais. Essa abordagem reflete a tradição do fado, gênero que Sara Correia mantém vivo mesmo ao adicionar elementos modernos, como a percussão sutil presente na música.
A letra narra uma experiência de perda e espera, onde a saudade transforma o mundo interior da narradora. Isso fica claro em “Agora nada tem a mesma cor / Passou o gosto amargo da saudade / O que era verde e luz sabe-me a dor”, mostrando como a ausência do amor muda a percepção da realidade. O trecho sobre “arrumar as coisas pela casa” enquanto sente a alma como “um corpo nu” reforça o vazio e o desamparo. A repetição de “Eu espero-te na noite meu amor” destaca a noite como espaço de esperança, mesmo diante da dor e do tempo que não volta. O contexto do fado, com sua tradição de cantar a dor e a saudade, intensifica a emoção da música, tornando-a um retrato sensível do impacto do tempo sobre o amor e a existência.
O significado desta letra foi gerado automaticamente.



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