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Relações e ancestralidade em “Ginga” de Sara Tavares

Em “Ginga”, Sara Tavares utiliza o termo central da música para expressar proximidade, movimento e celebração das raízes africanas. A palavra "ginga", associada ao balanço da capoeira, é ampliada pela artista como convite ao reencontro, à dança compartilhada e à alegria de estar junto. Quando canta “Nina na mi, gingá”, Sara propõe um movimento conjunto, que simboliza afeto, cumplicidade e união, indo além do gesto físico para transmitir calor humano e reconexão após a distância.

A música também faz referência a figuras históricas como Rainha Nzinga e Shaka Zulu, reforçando a ideia de uma relação baseada em força, igualdade e orgulho das origens. No verso “Mi é bo rainha nzinga, bo é nha xakazulu”, Sara Tavares destaca o vínculo entre os protagonistas como uma celebração da cultura africana e da resistência. A presença de versos da canção tradicional “Suor di nô púbis”, de Atchutchi, aprofunda essa ligação com a ancestralidade, misturando elementos modernos e tradicionais. Assim, “Ginga” transmite uma mensagem de esperança, felicidade e pertencimento, envolta em uma sonoridade leve e acolhedora.

O significado desta letra foi gerado automaticamente.


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