
Riacho de Areia
Saulo Laranjeira
Despedida e saudade regional em “Riacho de Areia”
Em “Riacho de Areia”, Saulo Laranjeira explora a despedida e o sentimento de deslocamento, temas que aparecem de forma marcante na canção. A repetição do verso “Ô beira-mar, adeus dona / Adeus riacho de areia” reforça o tom de adeus, indicando não só uma partida física, mas também emocional de um lugar que representa raízes, memórias e afetos. A presença de imagens como “canoa furada” e “arriscando minha vida por uma coisa de nada” destaca a precariedade e o risco enfrentados por quem precisa deixar seu lar, evocando a realidade de muitos ribeirinhos e sertanejos brasileiros. Esse olhar para as tradições populares é uma característica constante na obra de Saulo Laranjeira.
A letra utiliza metáforas simples e regionais, como “moro na casca de lima / no caroço do juá”, para mostrar uma vida modesta e quase invisível, profundamente ligada à natureza. Essa escolha de palavras reforça a conexão com o universo rural e o folclore mineiro, elementos presentes no trabalho do artista. O verso “Eu morava no fundo d’água / Não sei quando eu voltarei” pode ser entendido como uma referência à vida imersa em lembranças ou dificuldades, além de sugerir um afastamento forçado, seja por necessidade ou destino. Assim, “Riacho de Areia” retrata a saudade, a migração e a resiliência, temas universais, mas enraizados na cultura brasileira valorizada por Laranjeira.
O significado desta letra foi gerado automaticamente.



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