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Can vei la lauzeta mover

Schelmish

Desejo e frustração em "Can vei la lauzeta mover"

Em "Can vei la lauzeta mover", interpretada por Schelmish, a imagem da cotovia voando alegremente em direção ao sol, "s'oblida e·s laissa chazer / Per la doussor c'al cor li vai" (ela se esquece e se deixa cair / pelo prazer que sente no coração), simboliza como o desejo intenso pode levar à autodestruição. Esse tema central é reforçado pelas referências a figuras como Narciso e Tristão, que conectam o sofrimento do protagonista a mitos clássicos de paixão e perda, mostrando que a dor do amor não correspondido é universal e atemporal.

A letra expressa de forma clara a frustração e a desilusão de quem ama sem ser correspondido. O narrador se compara à cotovia, que se entrega ao prazer e acaba caindo, assim como ele se perde no desejo por alguém inalcançável: "Tout m'a mo cor, e tout m'a me / E se mezeis e tot lo mon / E can se·m tolc, no·m laisset re / Mas dezirer e cor volon" (Ela levou meu coração, levou a mim, a si mesma e todo o mundo / E quando me tirou, não deixou nada / Apenas desejo e um coração ansioso). A referência ao espelho de Narciso, "Miralhs, pus me mirei en te / M'an mort li sospir de preon / C'aissi·m perdei com perdet se / Lo bels Narcisus en la fon" (Espelho, desde que me vi em você / Me mataram os suspiros profundos / Assim me perdi como se perdeu / O belo Narciso na fonte), sugere que o sofrimento nasce da idealização do amor, levando à autoperda e ao isolamento.

No final, o narrador expressa descrença nas mulheres e no próprio sentimento amoroso, afirmando que não confiará mais nelas: "Pois vei c'una pro no m'en te / Vas leis que·m destrui e'm cofon / Totas las dopt'e las mescre" (Pois vejo que nenhuma me valoriza / Diante daquela que me destruiu e me confundiu / Duvido e desconfio de todas). O tom de resignação e exílio aparece quando ele decide abandonar o canto e se afastar da alegria e do amor: "De chantar me gic e·m recre / E de joi e d'amor m'escon" (De cantar eu desisto e me retiro / E da alegria e do amor me escondo). Assim, a canção de Bernart de Ventadorn, na versão de Schelmish, permanece como um retrato direto e tocante da dor do desejo não correspondido, usando metáforas e referências clássicas para aprofundar o sentimento de frustração e solidão.

O significado desta letra foi gerado automaticamente.


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