
Criança Morta
Sebastião da Silva
Dor coletiva e memória em “Criança Morta” de Sebastião da Silva
Sebastião da Silva transforma a tragédia real de Edinete, uma menina de quatro anos assassinada em 1976 na Paraíba, em um lamento coletivo na música “Criança Morta”. Ao narrar o desaparecimento e a morte da criança, o compositor vai além do relato factual e constrói uma atmosfera de dor compartilhada, destacando o impacto social e emocional do caso. Isso fica claro em versos como “Alarmou pra vizinhança / E começou a chegar gente / Pra procurar a criança”, que mostram a mobilização da comunidade e o desespero dos pais diante da situação.
A letra utiliza imagens simples e diretas para ressaltar a inocência da vítima e a brutalidade do crime, como em “As folhas foram seu leito / E a lua serviu de vela”, onde a natureza se torna testemunha silenciosa da tragédia. O sofrimento ultrapassa os limites da família e atinge toda a vizinhança, culminando em uma tentativa de consolo espiritual: “E Deus aumentou a conta / Dos muitos anjos que tem”. Ao transformar a dor em poesia, Sebastião da Silva não só perpetua a memória de Edinete, mas também mostra como a cantoria nordestina pode dar voz ao sofrimento coletivo, tornando a música um registro sensível e respeitoso de uma perda irreparável.
O significado desta letra foi gerado automaticamente.



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