
Menina de 12 Anos
Sebastião da Silva
Ironia e amadurecimento em “Menina de 12 Anos” de Sebastião da Silva
Em “Menina de 12 Anos”, Sebastião da Silva constrói uma narrativa marcada pela ironia do destino e pela inversão de papéis ao longo do tempo. A música começa com um homem recusando o amor de uma menina, reconhecendo a diferença de idade e os limites morais: “Não sou contra a lei divina / Você é uma menina / Muito nova para mim”. Anos depois, a situação se inverte: agora adulta, a jovem repete as mesmas palavras ao homem, dizendo: “Ainda eu sou uma menina / Muito nova pra você”. Essa reviravolta destaca não só o tema do amor não correspondido, mas também a justiça poética e a ironia, elementos tradicionais da literatura de cordel e do repente nordestino.
A canção também aborda sentimentos de nostalgia, frustração e uma vingança sutil. Quando criança, a menina promete: “Essas lágrimas do meu rosto / Eu me vingarei um dia”. O reencontro anos depois cumpre essa promessa de forma elegante, sem rancor, apenas devolvendo ao homem a justificativa que ele usou antes. Expressões como “amor demais é veneno” reforçam a ideia de que sentimentos intensos podem ser dolorosos quando não são correspondidos. Ao retratar a passagem do tempo e as mudanças de perspectiva, Sebastião da Silva oferece uma reflexão sobre maturidade, desejo e o ciclo das relações humanas, conectando a cultura popular nordestina a temas universais.
O significado desta letra foi gerado automaticamente.



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