
El rey
Secos & Molhados
Poder e máscaras em “El rey” de Secos & Molhados
Em “El rey”, Secos & Molhados utiliza a repetição do número quatro como um recurso para revelar as várias faces e contradições do poder. Quando a letra menciona o rei "andar de quatro" e ter "quatro caras diferentes", sugere que a autoridade é camaleônica, capaz de se adaptar a diferentes situações, mas também vulnerável à humilhação e à desumanização. Esse jogo de imagens ganha ainda mais força no contexto da década de 1970, durante a ditadura militar no Brasil, quando a repressão e o autoritarismo eram realidades marcantes. O rei, nesse sentido, pode ser interpretado como uma metáfora para o regime opressor, sustentado pelo sofrimento coletivo, como mostram os versos "quatrocentas celas cheias de gente" e "quatrocentas mortes".
A letra também explora como o poder se disfarça de beleza ou sedução, usando expressões como "quatro patas reluzentes" e "quatro poses atraentes". No entanto, essas aparências escondem consequências sombrias, evidenciadas em "quatrocentas velas feitas duendes", que pode ser entendida como uma referência a vidas apagadas ou à manipulação de esperanças. A combinação entre a estrutura enigmática da letra e a musicalidade inovadora da banda transforma a canção em uma crítica ácida à natureza do poder e suas máscaras, equilibrando deboche e denúncia.
O significado desta letra foi gerado automaticamente.



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