
Flores Astrais
Secos & Molhados
Contrastes e resistência em “Flores Astrais” de Secos & Molhados
Em “Flores Astrais”, do Secos & Molhados, a repetição do verso “O verme passeia na Lua cheia” destaca o contraste entre o cotidiano e o universo grandioso apresentado nos primeiros versos. Essa oposição sugere uma reflexão sobre como a beleza do cosmos e a aparente insignificância da vida comum coexistem. No contexto da ditadura militar, a figura do “verme” foi interpretada por parte do público como símbolo daqueles que viviam à margem do sistema, buscando liberdade e resistência sob a proteção da noite, representada pela lua cheia.
Os versos iniciais — “Um grito de estrelas vem do infinito / E um bando de luz repete o grito / Todas as cores e outras mais / Procriam flores astrais” — criam uma atmosfera de fascínio diante do universo, misturando fenômenos naturais e criatividade humana. As “flores astrais” podem ser entendidas como manifestações de beleza e mistério do cosmos, mas também como metáfora para a arte e a imaginação que surgem mesmo em tempos difíceis. Assim, a canção propõe uma leitura aberta, celebrando a capacidade de encontrar sentido e beleza tanto nas estrelas quanto nos “vermes” da noite, valorizando o extraordinário e o comum de forma equilibrada.
O significado desta letra foi gerado automaticamente.



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