
Brasileiro
Selvagens À Procura de Lei
Crítica social e identidade nacional em “Brasileiro”
A música “Brasileiro”, da banda Selvagens À Procura de Lei, utiliza a ironia para abordar questões profundas da identidade nacional. Logo no início, o verso “meu ano só começa quando passa fevereiro” critica a cultura do carnaval e a tendência de adiar responsabilidades, apontando para um certo conformismo presente no cotidiano brasileiro. A canção também destaca o apagamento dos povos indígenas e a valorização de referências estrangeiras, como em “Nossos índios em algumas poucas memórias / Os de fora nos livros das nossas escolas”, conectando-se ao chamado "complexo de vira-lata", expressão que descreve o sentimento de inferioridade do brasileiro em relação ao exterior.
Outros trechos, como “Futebol e cerveja é mesmo fantástico” e “Utopia pra você / Rádio e TV para tia”, ironizam a alienação coletiva, mostrando como distrações populares acabam substituindo debates importantes sobre os problemas do país. A frase “Nossos heróis de verdade morreram por covardia” sugere que figuras inspiradoras foram esquecidas ou silenciadas. Ao mencionar “17 milhões vivem nessa miséria”, a banda escancara a desigualdade social, mas logo ironiza a indiferença: “Mas você não precisa / Se importar tanto com isso / Quando esse tapa se for, terminado está o serviço”. Assim, “Brasileiro” faz um retrato direto das contradições do Brasil, criticando tanto a apatia quanto a falta de autovalorização, em sintonia com o clima de insatisfação social que marcou o país em 2013.
O significado desta letra foi gerado automaticamente.



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