Fui Eu
Sempre Livre
Solidão urbana e culpa em "Fui Eu" do Sempre Livre
"Fui Eu", interpretada pelo Sempre Livre e composta por Herbert Vianna, utiliza cenas do cotidiano urbano para retratar o distanciamento emocional em um relacionamento. Imagens como “os pés descalços queimando no asfalto” e o movimento impessoal dos carros servem como metáforas para a solidão e a sensação de invisibilidade diante da indiferença do outro. O trecho “Você olhou, fez que não me viu / Virou de lado, acenou com a mão / Pegou um táxi, entrou sumiu / Deixou o resto de mim no chão” expressa de forma clara o abandono e a frieza, reforçando o sentimento de quem é deixado para trás.
O refrão “Vai ver que a confusão / Fui eu que fiz / Fui eu” revela uma culpa internalizada, mostrando a narradora assumindo a responsabilidade pelo fim da relação, mesmo diante da insensibilidade do outro. A imagem “Sou eu caindo num precipício / Você passando num avião” destaca o contraste entre o sofrimento de quem fica e a indiferença de quem parte, ampliando o tom melancólico da canção. Além disso, a letra faz uma crítica sutil à dificuldade de comunicação e à superficialidade dos laços afetivos nas grandes cidades, temas que dialogam com o contexto social dos anos 1980 e com a proposta inovadora do Sempre Livre, grupo que representava a força feminina em um cenário musical predominantemente masculino.
O significado desta letra foi gerado automaticamente.



Comentários
Envie dúvidas, explicações e curiosidades sobre a letra
Faça parte dessa comunidade
Tire dúvidas sobre idiomas, interaja com outros fãs de Sempre Livre e vá além da letra da música.
Conheça o Letras AcademyConfira nosso guia de uso para deixar comentários.
Enviar para a central de dúvidas?
Dúvidas enviadas podem receber respostas de professores e alunos da plataforma.
Fixe este conteúdo com a aula: