
Mania De Sofrer
Sensação
“Mania De Sofrer”: orgulho, autocrítica e apego à dor
“Mania De Sofrer”, lançada em 1992 no álbum Mais Uma Paixão, condensa o pagode romântico direto do Sensação ao transformar o lamento do término em exame de consciência. Logo de início, o eu lírico expõe o peso do fim — “A tristeza no meu peito resolveu se instalar / Dores de um amor desfeito não cansam de machucar” — e nomeia o próprio padrão: a “mania de sofrer”, entendida como hábito de se afundar na dor e chamar isso de destino. Nesse quadro, o verso-ideia “Vencer sem esforço é o mesmo que perder” funciona como código ético: não encarar a dor nem lutar por dignidade após o rompimento também é derrota.
A narrativa aponta para uma entrega total que termina em frustração e ressentimento, com crítica direta ao comportamento do outro — “Se vangloriar antes do final / Você tão vulgar me fez tanto mal” — e, ao mesmo tempo, autocrítica explícita: “Mas não acho isso direito, que mania de sofrer”. “Vencer sem esforço é o mesmo que perder” tem dupla leitura: no vínculo, “ganhar” alguém sem compromisso ou dedicação resulta em vitória vazia; no pós-término, fingir força e pular etapas impede o amadurecimento. O refrão, repetido como um lembrete incômodo, expõe o ciclo: ele reconhece o padrão, mas retorna ao mesmo lugar. Essa franqueza melancólica, somada ao balanço acessível do grupo paulistano, ajuda a explicar por que o Sensação marcou época no samba/pagode do início dos anos 1990.
O significado desta letra foi gerado automaticamente.



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