
Naquela Mesa
Sérgio Bittencourt
A saudade e o luto familiar em “Naquela Mesa”
“Naquela Mesa”, composta por Sérgio Bittencourt em homenagem ao pai, Jacob do Bandolim, transforma um objeto cotidiano em símbolo profundo de saudade e ausência. O contexto da canção é essencial: Jacob era o centro das reuniões familiares, e sua morte deixou um vazio marcante. Sérgio expressa essa perda ao lembrar momentos simples, como quando diz: “Naquela mesa ele sentava sempre / E me dizia sempre, o que é viver melhor”. A mesa, antes cheia de vida, agora representa o silêncio e a falta deixados pela partida do pai.
O verso “Eu não sabia que doía tanto / Uma mesa no canto, uma casa e um jardim” mostra como a dor do luto se manifesta nos detalhes do dia a dia, tornando a ausência ainda mais presente. A menção ao bandolim, instrumento que marcou a trajetória de Jacob, reforça a ligação entre música, memória e família: “E hoje ninguém mais fala no seu bandolim”. Dessa forma, a música vai além da experiência pessoal de Sérgio e se torna um retrato universal do luto, mostrando como as lembranças e os objetos do cotidiano ganham novos significados diante da perda de alguém querido.
O significado desta letra foi gerado automaticamente.



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