Mãe África
Sergio Brown
Orgulho e resistência africana em “Mãe África” de Sergio Brown
Em “Mãe África”, Sergio Brown propõe uma reflexão sobre a verdadeira história e o legado do continente africano. Ao citar Alexandria como símbolo de tecnologia e conhecimento — “A África tecnologia / Ela nos deu a grande Alexandria” —, o artista desafia o estereótipo que associa a África apenas à pobreza e sofrimento. Ele destaca o papel fundamental da África como berço de inovação, resgatando sua importância histórica e cultural.
A letra também evidencia a presença africana no Brasil, especialmente na Bahia, mostrando como a herança africana está presente no cotidiano: “Na Bahia temos África por todos os lados / Na cultura, culinária, na roupa e sapato”. Brown amplia o conceito de negritude ao afirmar: “Se você pensa que é negro, ser negro não tá só na cor / Está no suor de cada dia, de um trabalhador”, valorizando a luta e a resistência como parte essencial dessa identidade. A música aborda ainda as dificuldades enfrentadas pelo continente, como “fome, miséria, sofrimento, doença e agonia”, mas ressalta a dignidade e a força do povo africano: “Pais pobres, porém de um povo nobre / Com uma riqueza que jamais, pode ser calculada / Riqueza do coração, a riqueza da alma”. Ao se identificar como descendente de escravos e citar Zumbi dos Palmares, Brown reforça a importância da resistência histórica e convoca à união: “Agora é nossa vez de lutar, revolucionar / Unir forças, para a África resgatar”.
O significado desta letra foi gerado automaticamente.



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