
Às Vezes o Amor
Sérgio Godinho
Contradições e esperança em "Às Vezes o Amor" de Sérgio Godinho
"Às Vezes o Amor", de Sérgio Godinho, explora de forma direta como o amor pode ser ao mesmo tempo refúgio e fonte de sofrimento. A letra destaca a entrega total do eu lírico, que se expõe sem reservas: “Eu vou-te dar / A pele, o meu cetim / Coração carmesim / As carnes e com elas sangues”. Aqui, amar é se despir de defesas, aceitando tanto o prazer quanto a dor que podem surgir dessa entrega. O verso “Às vezes o amor / No calendário, noutro mês, é dor, / é cego e surdo e mudo” reforça a ideia de que o amor é instável, alternando entre momentos de felicidade e de sofrimento, e pode até se tornar incomunicável em certas fases.
A canção também aborda a passagem do tempo e as mudanças inevitáveis nas relações, como em “E o dia tão diário disso tudo”, sugerindo que a rotina pode fortalecer ou desgastar o amor. O trecho final, “Se morreres só te peço / Da morte volta sempre em vida”, traz uma mensagem de esperança: mesmo diante do fim, existe o desejo de que o amor se reinvente e retorne. O fato de a música ter sido reinterpretada por artistas como Zeca Baleiro e Márcia mostra sua relevância e capacidade de dialogar com diferentes gerações. Assim, "Às Vezes o Amor" se destaca como um retrato honesto das contradições e da resiliência presentes nas relações amorosas.
O significado desta letra foi gerado automaticamente.



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