
O Coro Das Velhas
Sérgio Godinho
Humor e resistência no envelhecer em “O Coro Das Velhas”
Em “O Coro Das Velhas”, Sérgio Godinho transforma as dificuldades do envelhecimento em motivo de humor e resistência, evitando o tom de lamento. A personagem central, a velhinha Adosinda, representa uma geração que enfrenta desafios como a "austeridade" e o alto custo dos funerais, mas encara a vida com ironia e dignidade. O verso “Cá se vai andando / C'o a cabeça entre as orelhas” ilustra esse espírito resiliente, usando uma expressão popular portuguesa para mostrar que, mesmo diante das adversidades, é possível seguir em frente com honra, seja por teimosia ou necessidade.
A letra também destaca o contraste entre a simplicidade das pessoas comuns e a burocracia dos poderosos. Em “Não sei ler nem escrever mas não me ralo / Alguns há que até a caneta lhes faz calo”, Godinho faz uma crítica bem-humorada aos políticos, sugerindo que a verdadeira sabedoria está no povo. O refrão, que chama as amigas para cantar, reforça o senso de comunidade e tradição, algo que se refletiu na cidade de Caminha, onde a música inspirou um coro real de idosos. Até mesmo a morte é tratada com irreverência: “Digo ao diabo, não te temo, ó camafeu / Conheci piores infernos do que o teu”. Assim, a canção celebra a força, a irreverência e a sabedoria popular, mostrando como as dificuldades podem unir as pessoas em um canto coletivo de resistência.
O significado desta letra foi gerado automaticamente.



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