
Fotos do Fogo
Sérgio Godinho
Memória e trauma em "Fotos do Fogo" de Sérgio Godinho
Em "Fotos do Fogo", Sérgio Godinho aborda o impacto duradouro da guerra a partir da perspectiva de um soldado. A música começa com uma atmosfera de nostalgia, mas logo revela o peso das lembranças traumáticas. O narrador convida alguém a se aproximar da lareira para ouvir "a história verdadeira", criando um ambiente íntimo onde compartilhar memórias se torna uma forma de lidar com o sofrimento.
Inspirada pelas guerras nos Balcãs, a letra expõe de maneira direta a brutalidade do conflito. Versos como “É dia de incendiar aldeias... e tudo o que arder, queimar! no fogo assim te estreias” mostram como a violência se torna rotina e como jovens são transformados em agentes de destruição. Godinho também destaca a distância entre as imagens registradas e a realidade vivida: “não se vê no retrato” e “o meu baptismo de fogo não se vê nestas fotos” indicam que as fotografias escondem o trauma e a culpa dos envolvidos. O questionamento “será que não violamos as ordens e as normas?” amplia o sentimento de culpa, sugerindo uma transgressão moral profunda. O verso final, “já foi há muitos anos e ainda as mãos geladas”, reforça que o passado traumático continua presente, congelando o narrador no tempo. Assim, o álbum de fotos se transforma em símbolo da memória dolorosa, onde cada imagem remete ao fogo da guerra que nunca se apaga.
O significado desta letra foi gerado automaticamente.



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