
O Elixir Da Eterna Juventude
Sérgio Godinho
Humor e autocrítica sobre o tempo em “O Elixir Da Eterna Juventude”
Em “O Elixir Da Eterna Juventude”, Sérgio Godinho usa a ironia para abordar o desconforto do envelhecimento, sem perder o humor nem a autocrítica. Ele descreve dores e sintomas de forma quase clínica — “Dói-me o joelho / Dói-me parte do antebraço / Dói-me a parte interna / De uma perna” —, transformando o lamento em sátira. Assim, brinca com a própria vulnerabilidade e com a obsessão social pela juventude eterna. O verso “É do excesso / Do ex-sexo” sugere, com malícia, que parte do preço do tempo é cobrado pelas experiências do passado, misturando nostalgia e autoironia.
O refrão “O elixir da eterna juventude / Esse que quer que tudo mude / P'ra que tudo fique igual” revela a ilusão por trás da busca pela juventude: o elixir é “marado, falsificado, desleal”. Godinho, conhecido por tratar o tempo e a renovação como temas centrais, expõe a farsa dos atalhos milagrosos e prefere rir de si mesmo e do mundo. A letra ainda faz referência a santos, apóstolos e Buda, mostrando que nem o misticismo escapa de sua crítica bem-humorada. No final, envelhecer é visto como “uma arte”, e a única reverência é ao “mais velho dos velhos”, numa aceitação espirituosa do inevitável. O espelho, que já não impõe respeito, vira cúmplice de uma piscadela, indicando que, para Godinho, o verdadeiro elixir é saber se reinventar e rir de si mesmo.
O significado desta letra foi gerado automaticamente.



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