
Velhos de Coroa
Sérgio Pererê
Tradição e ancestralidade em “Velhos de Coroa” de Sérgio Pererê
“Velhos de Coroa”, de Sérgio Pererê, explora a importância da ancestralidade negra e da tradição do congado em Minas Gerais, destacando como esses elementos se conectam à espiritualidade e à resistência cultural. Ao afirmar “quando um negro velho canta, faz as estrela brilhar”, o artista ressalta o papel fundamental dos mestres do congado, que mantêm viva a memória coletiva e fortalecem a identidade da comunidade. A expressão “é de lei e é de Vera” reforça a legitimidade e o caráter sagrado dessas tradições, enquanto as referências à lua e ao luar evocam proteção e ligação com o mundo espiritual, presentes na religiosidade banto e nas práticas afro-brasileiras.
No verso “Vou seguindo entre os espinhos sem sequer me arranhar, pois meu velho abre caminho ou me leva pelo ar”, Pererê faz alusão à proteção dos ancestrais, especialmente dos mestres e caixeiros das guardas de congado, que, segundo a tradição, abrem caminhos e afastam obstáculos para as novas gerações. A imagem do mar em “quando um negro velho chora faz o rio virar mar” simboliza tanto o sofrimento da diáspora africana quanto a força coletiva para transformar dor em resistência. Ao citar “São Benedito e a Senhora do Rosário”, a música evidencia a fusão entre fé católica e raízes africanas, homenageando figuras como Rainha Isabel Casimira, liderança tradicional que representa a continuidade e o respeito à memória dos “velhos de coroa”.
O significado desta letra foi gerado automaticamente.



Comentários
Envie dúvidas, explicações e curiosidades sobre a letra
Faça parte dessa comunidade
Tire dúvidas sobre idiomas, interaja com outros fãs de Sérgio Pererê e vá além da letra da música.
Conheça o Letras AcademyConfira nosso guia de uso para deixar comentários.
Enviar para a central de dúvidas?
Dúvidas enviadas podem receber respostas de professores e alunos da plataforma.
Fixe este conteúdo com a aula: