
Chalana
Sérgio Reis
A saudade e o arrependimento em “Chalana” de Sérgio Reis
Em “Chalana”, Sérgio Reis utiliza a imagem da embarcação navegando pelo Rio Paraguai para simbolizar a partida de um amor e o sentimento de perda. A música, composta em 1943 e inspirada nas paisagens e tradições do Pantanal, transforma a chalana em um elemento central de despedidas e reencontros, já que esse tipo de barco era fundamental para a vida na região. Quando a letra diz “Oh! Chalana sem querer / Tu aumentas minha dor / Nessas águas tão serenas / Vai levando o meu amor”, fica evidente que a embarcação representa o afastamento de alguém querido, e o cenário natural do rio reflete a tristeza do narrador.
A canção aprofunda esse sentimento ao revelar que a separação está ligada ao arrependimento do eu lírico: “Fui ingrato, eu feri / O seu pobre coração”. O contraste entre a tranquilidade das águas e a dor interna mostra que, mesmo em meio à calmaria do Pantanal, existem mágoas profundas. O verso em que a chalana “vai sumindo lá na curva do rio” reforça a ideia de algo que se perde para sempre, intensificando o sentimento de culpa e saudade. Eternizada por Sérgio Reis e lembrada em momentos marcantes da cultura popular, como nas novelas “Pantanal”, a música une a beleza da paisagem brasileira à universalidade do arrependimento e da saudade, tornando-se um símbolo de melancolia serena e respeito às raízes sertanejas.
O significado desta letra foi gerado automaticamente.



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