
João Carreiro
Sérgio Reis
Memória e legado sertanejo em “João Carreiro” de Sérgio Reis
A música “João Carreiro”, de Sérgio Reis, retrata com sensibilidade a vida de um homem simples do interior, destacando como o trabalho e o amor marcam sua trajetória. O carro de boi, descrito com “doze juntas de boi” e o “cantar apaixonado” do carro, vai além de um símbolo rural: representa o orgulho, a identidade e o próprio caminho de João Carreiro. O verso “Mas o galo quando morre deixa as penas por sinal” reforça a ideia de legado, mostrando que, mesmo com o passar do tempo e o desgaste físico, João deixa sua história registrada, assim como as marcas do carro de boi no chão.
A relação de João com Corina Flor do Alecrim traz uma camada emocional importante à narrativa. Corina, uma cabocla por quem João se apaixona, acaba trazendo desilusões. A letra utiliza o alecrim como metáfora: “O alecrim não tem espinho e é danado pra cheirar / E mesmo não tendo espinho, alecrim pode magoar”. Isso sugere que, apesar de Corina parecer doce e inofensiva, ela foi capaz de ferir João profundamente. O tom de despedida e resignação, típico das canções sertanejas, aparece no final, quando João reconhece que sua passagem, assim como as marcas do carro de boi, permanece mesmo após as decepções e a velhice.
O significado desta letra foi gerado automaticamente.



Comentários
Envie dúvidas, explicações e curiosidades sobre a letra
Faça parte dessa comunidade
Tire dúvidas sobre idiomas, interaja com outros fãs de Sérgio Reis e vá além da letra da música.
Conheça o Letras AcademyConfira nosso guia de uso para deixar comentários.
Enviar para a central de dúvidas?
Dúvidas enviadas podem receber respostas de professores e alunos da plataforma.
Fixe este conteúdo com a aula: