
Mágoa de Boiadeiro
Sérgio Reis
Tradição e saudade em “Mágoa de Boiadeiro” de Sérgio Reis
“Mágoa de Boiadeiro”, de Sérgio Reis, retrata de forma clara o impacto do progresso sobre a vida tradicional dos boiadeiros. A letra expressa a dor de quem viu o antigo ofício de conduzir o gado a cavalo ser substituído pelos caminhões modernos. O trecho “Cada jamanta que eu vejo carregada / Transportando uma boiada, já me aperta o coração” mostra como a modernização não é apenas uma mudança prática, mas representa o fim de um modo de vida cheio de significado para quem viveu essa tradição. Termos como “jamanta” (caminhão grande) e referências à “trai pendurada” reforçam a ideia de que objetos e símbolos do passado agora são apenas lembranças, carregadas de saudade.
A música também valoriza cenas simples do cotidiano rural, como “as mocinhas nas janelas acenando uma flor” e o convívio com a “peonada junto ao fogo de um galpão”. Esses detalhes ressaltam a nostalgia e o apego à vida do interior, mostrando que o progresso, apesar de trazer facilidades, provoca um sentimento de vazio e deslocamento. O verso “a marcha do progresso é a minha grande dor” resume o conflito entre tradição e modernidade, deixando claro que, para o boiadeiro, a modernização significa perder identidade e pertencimento. O contexto histórico da música, que chegou a inspirar um filme estrelado por Sérgio Reis, reforça seu papel como retrato fiel de uma época e de um sentimento coletivo do interior brasileiro.
O significado desta letra foi gerado automaticamente.



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