
Bichos da Noite
Sérgio Ricardo
Folclore e resistência cultural em “Bichos da Noite”
Em “Bichos da Noite”, Sérgio Ricardo utiliza figuras do folclore brasileiro, como o bacurau, jaguar, caipora, babau e feiticeiros, para criar uma atmosfera de mistério e tensão típica do sertão. O bacurau, citado logo no início, não é apenas uma ave noturna, mas um símbolo do universo enigmático do interior do Brasil. Esses personagens representam tanto o perigo quanto a força das tradições culturais das comunidades sertanejas. Ao mencionar o “sarau” das assombrações e a “festa do medo e do espanto”, a letra sugere que a noite é um espaço onde o real e o fantástico se misturam, dando vida a crenças e histórias ancestrais.
A música foi composta para a peça “O Coronel de Macambira” e tem ligação com o bumba-meu-boi, o que amplia seu significado. Ela não fala apenas do medo do desconhecido, mas também celebra a cultura popular e a resistência diante das dificuldades sociais. O caçador “esquecido” que “não vê cotia nem paca, só vê jaguara e babau” mostra a impotência humana diante das forças da natureza e do sobrenatural. Nos versos finais, o lamento e a agonia refletem a dureza da vida no sertão. As referências ao “xangô de Nicolau” e às “mandingas” destacam a presença das religiões afro-brasileiras, mostrando que a noite também é um espaço de proteção espiritual. Assim, “Bichos da Noite” retrata o folclore como uma forma de enfrentar e compreender as dificuldades da existência sertaneja.
O significado desta letra foi gerado automaticamente.



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