
Terra Seca
Sérgio Ricardo
A denúncia social e a resistência em “Terra Seca”
Em “Terra Seca”, Sérgio Ricardo expõe a dura realidade do trabalhador negro no Brasil, destacando a exaustão física e a desumanização provocadas pelo trabalho incessante. A repetição do verso “Trabalha, trabalha, nego” evidencia como o trabalhador é reduzido a uma peça de uma engrenagem, forçado a sobreviver em uma terra árida e hostil. O uso do termo "nego" e as imagens das mãos calejadas e do corpo "moiado de suor" conectam a letra à história de exploração do povo negro, reforçando o compromisso do artista com a crítica social e a denúncia das injustiças.
A menção ao saci, personagem do folclore brasileiro, serve para mostrar o contraste entre a vitalidade da juventude e o desgaste causado pelos anos de trabalho pesado: “Quando o nego chegou por aqui / Era mais vivo e ligeiro que o saci”. Esse trecho ressalta a nostalgia e a resignação diante do envelhecimento precoce, culminando no lamento de que “a velhice chegou / E o brinquedo quebrou”. O pedido de licença para parar de trabalhar, repetido ao longo da canção, revela a submissão e a necessidade de pedir permissão até para descansar, reforçando a crítica à estrutura social que naturaliza a exploração dos mais vulneráveis. “Terra Seca” é um retrato direto da resistência silenciosa diante das adversidades e uma denúncia clara da injustiça e da desumanização impostas pelo trabalho árduo.
O significado desta letra foi gerado automaticamente.



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