
Leros, Leros E Boleros
Sérgio Sampaio
Ironia e nostalgia em “Leros, Leros E Boleros” de Sérgio Sampaio
Em “Leros, Leros E Boleros”, Sérgio Sampaio constrói uma narrativa marcada pela ironia e pela mistura de referências. Logo no início, ele contrapõe o termo “leros” — que remete a conversas vazias ou sem sentido — com gêneros musicais intensos como boleros e tangos. Essa combinação sugere uma reflexão sobre a própria trajetória artística de Sampaio, que buscava romper padrões e experimentar novas formas de expressão.
O verso “Traga branco o seu sorriso / Em que rua / Em que cidade / Eu fui mais feliz?” traz uma nostalgia carregada de incerteza, mostrando como as lembranças de felicidade podem ser vagas e difíceis de localizar. Já a menção a “acordes dissonantes” presentes “na raiz dos meus cabelos / No inferno / No meu sorriso de adeus” revela o peso das experiências vividas, mas também um olhar irônico diante das dificuldades. Sampaio brinca com a ideia de modernidade e eternidade nos versos “Vou me fazer de moderno / No meu encontro com Deus” e “Vou me fazer de eterno / No meu encontro com Deus”, mostrando uma postura de autoafirmação diante do fim, sem perder o humor. Ao questionar “Por que tanta gente rindo / No filme que eu vi?” e afirmar “Eis a última notícia: / Que filme que eu vi!”, ele sugere que a vida pode ser vista como um espetáculo, onde a superficialidade e o distanciamento emocional são comuns. Assim, a canção equilibra melancolia e ironia para refletir sobre a efemeridade da existência e a busca por sentido no cotidiano.
O significado desta letra foi gerado automaticamente.



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