
Que Loucura
Sérgio Sampaio
Crítica social e ironia em “Que Loucura” de Sérgio Sampaio
Em “Que Loucura”, Sérgio Sampaio utiliza o cenário de um hospício, especificamente a “cabine cento e três do hospital do Engenho de Dentro”, para abordar a marginalização dos chamados “loucos” e criticar a forma como a sociedade lida com quem foge dos padrões. A escolha desse ambiente não é aleatória: a música foi composta como uma homenagem a Torquato Neto, poeta tropicalista que enfrentou problemas psicológicos e se suicidou. Essa referência reforça o tom de denúncia e empatia com aqueles que não se encaixam nas normas sociais.
A repetição do verso “só comigo tinham dez” mostra que a sensação de deslocamento não é exclusiva do eu lírico, mas sim um sentimento coletivo, resultado de uma sociedade que exclui e rotula. A letra traz imagens de desorientação e inversão, como “guiando o carro na contramão” e “saí do palco e fui pra plateia”, que funcionam como metáforas para a perda de controle e a troca de papéis sociais. Essas passagens ironizam a condição do artista e do marginalizado: quem era protagonista passa a ser espectador, e quem estava em um espaço de conforto é empurrado para a margem. O tom leve e descontraído da canção, mesmo tratando de temas pesados como loucura e internação, reforça a ironia e a crítica social presentes na obra de Sampaio, que, assim como Torquato Neto, questionava normas e denunciava a exclusão.
O significado desta letra foi gerado automaticamente.



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