
Viajei De Trem
Sérgio Sampaio
Fuga e alienação urbana em “Viajei De Trem” de Sérgio Sampaio
Em “Viajei De Trem”, Sérgio Sampaio utiliza a repetição do verso “Viajei de trem” para criar uma metáfora sobre fuga mental e emocional. Embora a viagem pareça literal, ela representa o desejo de escapar de uma realidade opressora, especialmente no contexto da ditadura militar. Versos como “O sol clareava num céu de cimento” e “As ruas, marchando, invadiam meu tempo” reforçam a sensação de aprisionamento urbano e a pressão constante do cotidiano sob um regime autoritário, onde até o tempo e o espaço parecem controlados.
A letra também aborda o isolamento e a dificuldade de pertencimento. Em “Um aeroplano pousou em Marte / Mas eu só queria é ficar à parte / Sorrindo, distante, de fora, no escuro”, Sampaio contrapõe grandes conquistas humanas ao desejo de se afastar e não participar, refletindo sua postura de dissidência e marginalidade. O trecho “Queria estar perto do que não devo / E ver meu retrato em alto relevo / Exposto, sem rosto, em grandes galerias / Cortado em pedaços, servido em fatias” aprofunda a sensação de fragmentação e exposição, sugerindo perda de identidade e crítica à padronização da arte. O tom introspectivo e melancólico, especialmente em “Minha lucidez nem me trouxe o futuro”, revela a angústia de uma geração sufocada pela repressão e alienação, além da complexidade emocional do próprio Sampaio diante de um mundo hostil.
O significado desta letra foi gerado automaticamente.



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