
Velho Bandido
Sérgio Sampaio
Identidade marginal e ironia em "Velho Bandido" de Sérgio Sampaio
Em "Velho Bandido", Sérgio Sampaio utiliza a autodepreciação irônica para expor tanto sua visão crítica sobre si mesmo quanto sua resistência às expectativas sociais e ao mercado musical dos anos 1970. Ao se definir como "mentiroso", "feio, desidratado e infiel", ele assume uma identidade marginalizada, reforçando o estigma de "maldito" da MPB, termo usado para artistas que não se encaixavam nos padrões convencionais da época. O trecho “sou feio, desidratado e infiel, bolinha de papel / Que nunca vou ser réu dormindo” mistura humor e autocrítica, expressando uma sensação de inadequação e, ao mesmo tempo, uma recusa em se submeter às regras impostas pelo sistema.
O sarcasmo se intensifica quando Sampaio diz que descobriu, “como um velho bandido / Que já tudo está perdido neste céu de zinco”. Aqui, ele brinca com a ideia de fracasso e derrota, mas sem amargura. O “céu de zinco” sugere um ambiente opressivo ou sem esperança, reforçando o sentimento de exclusão. Apesar disso, a música não se limita ao pessimismo. Ao afirmar que vai “ficar matando rato pra comer / Dançando rock pra viver / Fazendo samba pra vender... sorrindo”, Sampaio ironiza a luta diária do artista marginal, mas também celebra sua capacidade de sobreviver e criar, mesmo à margem. O sorriso final mostra que, apesar das dificuldades, ele encara a vida com leveza e humor, transformando a marginalidade em arte e resistência.
O significado desta letra foi gerado automaticamente.



Comentários
Envie dúvidas, explicações e curiosidades sobre a letra
Faça parte dessa comunidade
Tire dúvidas sobre idiomas, interaja com outros fãs de Sérgio Sampaio e vá além da letra da música.
Conheça o Letras AcademyConfira nosso guia de uso para deixar comentários.
Enviar para a central de dúvidas?
Dúvidas enviadas podem receber respostas de professores e alunos da plataforma.
Fixe este conteúdo com a aula: