
Brasília
Sérgio Sampaio
Brasília: mudança de perspectiva e afeto na capital federal
A música “Brasília”, de Sérgio Sampaio, retrata a transformação do olhar do artista sobre a capital do Brasil. No início, Sampaio expressa estranhamento e certa frieza diante da cidade, como nos versos “Cidade que um dia eu falei que era fria / Sem alma, nem era Brasil”. Ele destaca a ausência de encontros espontâneos, como “tomar café numa esquina / Num papo com quem nunca viu”, mostrando como sentiu falta da convivência típica de outras cidades brasileiras. As referências a “asas”, “eixos” e “ilhas” apontam para a arquitetura planejada de Brasília, reforçando a sensação de artificialidade e distância.
Com o tempo, porém, a letra revela uma aproximação afetiva. Sampaio passa a frequentar bares, se envolve com as pessoas e se sente “sossegado em seu avião”, metáfora para a liberdade e adaptação ao novo ambiente. O verso “O olho do amor desconhece a armadilha / Assim vim ver Brasília” indica que, ao se abrir para a cidade, ele supera preconceitos e descobre sua vitalidade. Elementos como o Lago Paranoá e o “céu do planalto” reforçam a beleza do cotidiano local. A menção ao “cigano que não se enganou” sugere a sabedoria de quem enxerga além das aparências. Assim, a canção mostra como a experiência pessoal pode transformar impressões e revelar novas dimensões de um lugar.
O significado desta letra foi gerado automaticamente.



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