
Pavio do destino
Sérgio Sampaio
Contrastes sociais e destino em “Pavio do destino” de Sérgio Sampaio
“Pavio do destino”, de Sérgio Sampaio, aborda de forma direta a trajetória de dois meninos que crescem juntos na mesma favela, mas acabam seguindo caminhos opostos: um se torna policial, o outro, criminoso. O verso “O bandido e o mocinho, são os dois do mesmo ninho” destaca que ambos compartilham a mesma origem, reforçando como o ambiente da “Favela do Esqueleto” e o contexto de exclusão social influenciam suas vidas. O trecho “pavio aceso do destino” funciona como uma metáfora para o início de um processo inevitável, sugerindo que, uma vez expostos a certas condições, o futuro desses jovens se torna difícil de mudar.
Sérgio Sampaio escreveu a música em um período de dificuldades pessoais, o que se reflete no tom realista e amargo da letra. A narrativa mostra como a intervenção de uma “autoridade” e a passagem por “falsos educandários” (instituições de ressocialização) contribuem para a separação dos amigos e a transformação de suas trajetórias. No desfecho, a ironia se intensifica: “O bandido veste a farda da suprema segurança / O mocinho agora amarga um bando, uma quadrilha”. Sampaio questiona os rótulos sociais e mostra que, no fundo, ambos são “dois meninos pelo avesso, dois perdidos Valentinos”, vítimas de um destino traçado muito antes de suas escolhas. A canção propõe uma reflexão sobre a responsabilidade coletiva e a influência do ambiente na formação das pessoas, evitando julgamentos simplistas sobre quem é o “bandido” e quem é o “mocinho”.
O significado desta letra foi gerado automaticamente.



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