
Chatterton
Seu Jorge
Dor e angústia em "Chatterton" por meio de figuras históricas
Em "Chatterton", Seu Jorge utiliza a repetição de nomes de figuras históricas como Chatterton, Kurt Cobain, Getúlio Vargas, Cleópatra e Van Gogh para criar um paralelo entre o sofrimento dessas personalidades e o estado emocional do narrador. O grito inicial “Sangue! Sangue! Sangue!” já estabelece um clima de urgência e desespero, enquanto a frase recorrente “Não vou nada bem” reforça a sensação de angústia e identificação com o sofrimento extremo dessas figuras.
A canção, originalmente composta por Serge Gainsbourg e reinterpretada por Seu Jorge com elementos de samba-funk, ganha uma dimensão ainda mais intensa ao aproximar o drama do sofrimento artístico e existencial da realidade brasileira. A escolha de nomes como Nietzsche, Goya e Schumann, conhecidos por seus problemas mentais ou por terem tirado a própria vida, sugere uma reflexão sobre a fragilidade da mente diante das pressões criativas, sociais e pessoais. O uso da expressão “Puta que pariu!” ao final rompe qualquer barreira de formalidade, expondo o desespero cru do narrador e tornando sua dor ainda mais próxima e compreensível para o ouvinte.
O significado desta letra foi gerado automaticamente.



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