
Problema Social
Seu Jorge
Crítica à desigualdade em “Problema Social” de Seu Jorge
Em “Problema Social”, Seu Jorge aborda o estigma enfrentado por pessoas em situação de vulnerabilidade, especialmente jovens das periferias brasileiras. O verso repetido “Se eu pudesse, eu não seria um problema social” destaca como o protagonista não se vê como culpado por sua condição, mas sim como resultado de um sistema que falha em garantir oportunidades. A referência à FUNABEM, instituição que acolhia menores em situação de risco, conecta a letra a um contexto histórico real, reforçando a crítica à ausência de políticas públicas eficazes para jovens pobres no Brasil.
A música narra a trajetória de um jovem que, desde cedo, precisa trabalhar para sobreviver, vendendo limão e bala no trem, o que evidencia a falta de uma infância comum e a precariedade do cotidiano. O trecho “não aprendia as maldades que essa vida tem / mataria a minha fome sem ter que roubar ninguém” mostra o dilema moral imposto pela pobreza, em que a necessidade pode levar à criminalização. O desejo de ser “um intelectual” e a frustração por não ter estudado em “colégio legal” revelam o impacto da desigualdade no acesso à educação. A interpretação de Seu Jorge dá ainda mais força à mensagem, já que sua própria história de superação se aproxima da do personagem, tornando a crítica social da canção mais autêntica e pessoal.
O significado desta letra foi gerado automaticamente.



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