
Negro Drama
Seu Jorge
Racismo estrutural e resistência em “Negro Drama” de Seu Jorge
“Negro Drama”, interpretada por Seu Jorge, destaca de forma direta a vivência de ser negro e periférico no Brasil, mostrando que o sucesso individual não apaga as marcas profundas da desigualdade e do preconceito. No verso “O dinheiro tira um homem da miséria / Mas não pode arrancar de dentro dele a favela”, o artista evidencia que a ascensão social não elimina o estigma e as cicatrizes do racismo estrutural. Seu Jorge já afirmou em entrevistas e apresentações que se identifica com essa narrativa, usando a música como instrumento de reflexão e resistência, especialmente após episódios de racismo que enfrentou publicamente.
A letra mistura experiências pessoais e coletivas, como em “Eu sou irmão dos meus truta de batalha / Eu era a carne, agora sou a própria navalha”, para mostrar a transformação e a luta diária por respeito e sobrevivência. O trecho “Vi um pretinho, seu caderno era um fuzil” retrata de forma contundente como a violência e a falta de oportunidades impactam a juventude negra, sugerindo que, para muitos, a escola é substituída pelo crime. Ao citar termos como “senhor de engenho” e “castelo”, a música denuncia a herança escravocrata e a exclusão social ainda presentes, enquanto ironiza a apropriação cultural e o racismo velado em “Seu filho quer ser preto, há, que ironia”. A canção termina com uma mensagem de orgulho, resistência e pertencimento, reforçando que, apesar das adversidades, a identidade negra é motivo de luta e celebração.
O significado desta letra foi gerado automaticamente.



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