
Cabidela
Seu Pereira e Coletivo 401
Violência e fome no cotidiano em "Cabidela"
A música "Cabidela", de Seu Pereira e Coletivo 401, usa a metáfora do prato típico feito com sangue para mostrar como a violência e a morte se tornaram parte do dia a dia nas comunidades marginalizadas. O verso “cheiro de sangue, rastro de bala / não me abala tanto quanto uma família com fome” destaca que, para quem vive nessas condições, a fome é ainda mais devastadora do que a violência armada. Isso evidencia como o sofrimento é naturalizado e como a miséria impõe uma inversão de prioridades.
A letra traz referências diretas à luta diária pela sobrevivência, como em “matar um leão por dia”, mas mostra que até esse esforço se torna impossível diante da escassez: “tá faltando leão no sertão, tá faltando leão na favela”. A música também critica a indiferença social ao pedir que o ouvinte nomeie crianças mortas de fome, ressaltando o esquecimento e a negligência: “pega um caixote, faz um caixão / e enterra na cova do esquecimento”. A citação a "Morte e Vida Severina" reforça o paralelo com a obra de João Cabral de Melo Neto, trazendo à tona o ciclo de morte e sobrevivência em meio à pobreza extrema. Ao repetir o “cheiro de sangue” ligado tanto à violência quanto à comida, a música mostra como vida e morte se misturam no cotidiano dessas pessoas, tornando-se parte inseparável da existência e da cultura local.
O significado desta letra foi gerado automaticamente.



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