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Refúgio e nostalgia em “Maré Cheia” de Seu Pereira e Coletivo 401

Em “Maré Cheia”, Seu Pereira e Coletivo 401 exploram o cotidiano de quem busca alívio para as tensões da vida em espaços de imaginação e lazer. O “boteco lunar” é apresentado como um local simbólico, onde o personagem se permite sonhar e revisitar lembranças, fugindo da realidade dura do dia a dia. Esse ambiente funciona como um refúgio, trazendo uma atmosfera quase mágica para situações comuns.

O verso “chapado na beira do mar / para aliviar meus vulcões” mostra como o lazer e o ócio servem de escape para conflitos internos, um tema frequente nas músicas da banda. A repetição de “se foi na maré cheia” reforça a ideia de que o tempo leva embora amores e momentos importantes, usando a maré como metáfora para perdas inevitáveis. Já a dúvida em “será que era sereia?” mistura fantasia e realidade, trazendo um tom nostálgico e contemplativo. A canção equilibra leveza e melancolia, retratando de forma sensível a busca por sentido e consolo em meio à rotina, com referências à cultura nordestina e ao lirismo característico do grupo.

O significado desta letra foi gerado automaticamente.


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