
É Pouco
Seu Pereira e Coletivo 401
Contrastes afetivos e humor cotidiano em “É Pouco”
A música “É Pouco”, de Seu Pereira e Coletivo 401, explora com ironia a sensação de insuficiência nos relacionamentos. O narrador descreve uma rotina de dedicação, como em “passo, lavo, faço a janta, vigio seu sono”, mas, mesmo assim, é acusado de amar pouco. Esse contraste entre esforço e falta de reconhecimento destaca o tema central: a dificuldade de atender às expectativas afetivas do outro, mesmo quando se faz de tudo para agradar.
O tom leve e bem-humorado da letra aparece em frases como “sou um canceriano calmo como um carrapato” e “faço birra, choro, berro”, que transformam situações frustrantes em cenas cotidianas cheias de graça. A banda, conhecida por retratar personagens e situações reais, reforça essa proximidade ao mostrar o narrador como alguém comum, que tenta conquistar a amada com gestos simples, como “pego meu pandeiro e toco coco embaixo de sua janela” e “jogo uma rosa amarela”. A referência à capa do álbum, com o palhaço ignorado pelos adultos, reforça a sensação de invisibilidade do narrador: por mais que ele se esforce, seu afeto não é reconhecido. O refrão repetido “que meu amor é pouco” sintetiza a frustração de quem nunca parece suficiente, misturando humor, melancolia e elementos da cultura nordestina para criar uma crônica afetiva do cotidiano.
O significado desta letra foi gerado automaticamente.



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