O amor exagerado e cotidiano em “Otário” de Seu Pereira
A música “Otário”, de Seu Pereira e Coletivo 401, destaca-se por transformar o sofrimento amoroso em uma espécie de espetáculo, usando exageros e expressões populares para mostrar a intensidade de um desejo não correspondido. O tom direto e irreverente da letra aparece em frases como “Se eu não te ter eu cegue / O diabo que me carregue”, que revelam um personagem entregue ao papel de apaixonado, disposto a tudo, mesmo que isso o faça parecer ridículo ou “otário”. O uso de expressões típicas do Nordeste, como “Tá com a molesta cachorra” e “Dou a minha cara a tapa”, reforça a ligação da banda com o cotidiano popular e a cultura regional, uma marca registrada do Seu Pereira e Coletivo 401.
A letra repete ameaças cômicas e autodepreciativas, como “Lasque um raio à minha testa” e “O cú de festa / Que eu caio em desgraça”, mostrando um humor ácido diante da rejeição, mas também uma recusa em se proteger emocionalmente. O personagem assume o rótulo de “otário” com certa coragem, preferindo ser bobo de amor a abrir mão do sentimento. Essa postura dialoga com a proposta da banda de retratar personagens urbanos reais, cheios de contradições e desejos, inspirados nas histórias dos ônibus lotados de João Pessoa. Assim, “Otário” é tanto um retrato do amor exagerado e sem vergonha quanto uma crônica bem-humorada sobre se expor e se arriscar, mesmo sabendo que pode sair perdendo.
O significado desta letra foi gerado automaticamente.




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