
Sem Futuro
Seu Pereira e Coletivo 401
Desilusões e ironia nas relações em “Sem Futuro”
“Sem Futuro”, de Seu Pereira e Coletivo 401, utiliza a ironia para abordar o desencanto com a ideia de amores eternos. Logo no início, a música questiona quem ainda acredita nesse tipo de romance, chamando de “otário” quem insiste nessa crença. Esse tom direto e bem-humorado, mas também dolorido, reflete uma autocrítica sobre o hábito de se envolver com pessoas que não oferecem perspectivas reais de futuro, tema que Jonathas Pereira Falcão, compositor da canção, já destacou em entrevistas.
A letra revela o ciclo de se apaixonar repetidamente por “gente sem futuro” e as consequências emocionais dessas escolhas. O verso “As cicatrizes revelam o estrago / Das dores que trago / De amores no escuro” mostra como essas relações deixam marcas profundas. A expressão “amores no escuro” sugere envolvimentos sem clareza ou transparência, enquanto “a bobeira, a cegueira de um olhar tão carente” evidencia a vulnerabilidade e a tendência de idealizar o outro, mesmo diante de sinais de que a relação não vai dar certo. Ao repetir a pergunta “qual é o otário?”, a música brinca com a própria ingenuidade, mantendo um tom crítico e realista. O estilo do grupo, que mistura referências regionais e linguagem popular, reforça a identificação com o público e torna a reflexão sobre desilusões amorosas ainda mais próxima da realidade cotidiana.
O significado desta letra foi gerado automaticamente.



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