Noites Cruéis

Shine do PSJ

Ah
Eu tô desanimado
Já faz
Muitos meses que eu apareci
E nada mudou
Eu só, percebi que
Essa joia nunca saiu da lama
Ela não foi lapidada

Eu tô tão sad hoje
Mentira eu tô assim minha vida inteira
Vinte e nove, primavera
Hoje eu tô cheio de boleto
Antigamente era vazia minha lancheira
Desde pequeno vendo a coroa com a vassoura varrendo a sujeira

Foi assim que eu vi de qual lado que eu era
Era eu e ela
Numa floresta de pedra
Roubou algumas peças pra tentar um emprego
Na casa daquela que tirou o couro e tentou forjar por causa do tom de pele

Se eu fosse recapitular essa fita
Muita gente ia começar a chorar por cima das marmita
Nós nunca teve cadeia, nenhum dia dessa vida
Mas um carpete sujo para o limpar da senhorita

Nesse momento que o cérebro frita
E o silêncio que devia ser um descanso grita
As ruga no seu dita o quanto foi forte suicida
Quando sozinha fez aquilo que chamam de um milagre numa missa
(Amém)

A cada vez que meus olhos te olham, printam a imagem pra que seja eterno
Eu sei que meu abraço não é tão frequente na senhora
Porque a sujeira do game, me moldou pra alguém mais frio

Nós já trocou de tanto CEP, última vez foi uma questão de ficar vivo ou de não me ver preso
Um assassino passarão os anos, olha pro teu filho
Um assassino lírico livre meu timbre por causa do crivo
Não é mais limpo na rec
Meu Coringa solto faz mais estrago que a Odebrecht
Então pra minha maldade é melhor cê não dar brecha
Porque se a bruxa tá solta foi o Shine que fez a merda

Minha biografia indentifica outros brilhantes
Cantando as minhas dores
Eu te levei ao seu passado
Não deixe que o oprimido se torne os opressores
Não deixe que o seu presente condene o seu futuro

Se deixe viver a vida nesse teu jardim de flores
Precisa não ver saída pra sair desse buraco
Convença seu inimigo que aprendeu com a derrota
Pra ser um vitorioso quando você precisar

É só uma triagem no seu livre arbítrio
Seu medo, o árbitro
Errando até com a ferramenta vai
É preciso mirar pro seu próprio umbigo
E cê precisa ter certeza de olhar para os dois lados na hora de atravessar

Ah
E quando a lágrima rolar
A caneta já bebeu
Não são canções para ninar
Porque as noites são cruéis

Ah
Não quero me precipitar
Mas o princípio já morreu
Quando deixamo de se importar
Vem com nós assim, PSJ

Ah
E quando a lágrima rolar
A caneta já bebeu
Não são canções para ninar
Porque as noites são cruéis

Ah
Não quero me precipitar
Mas o princípio já morreu
Quando deixamo de se importar


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