
Eloisa
Sidney Magal
Desejo e feitiço em “Eloisa”: imagem e teatralidade
Em “Eloisa”, de Sidney Magal, o jogo de poder se inverte: ela é “dona de mim”, e o narrador só pede “me leve com você”. A letra reveste o desejo com imagens de encantamento — “sereia”, “veneno lento”, “perfume de enfeitiçar”, “macumba da boa” — transformando atração física em feitiço amoroso. Lançada no álbum de estreia homônimo de 1977, a faixa condensa a marca de Magal: sensualidade escancarada, humor maroto e a persona de amante latino com tempero cigano/latino, tudo interpretado com teatralidade. Esse clima mágico não afasta o pé do chão: o cenário urbano e de mar aparece como pano de fundo do flerte, reforçando o tom direto da sedução.
A narrativa é simples e quente: ela passa e ele perde o prumo, “virando a cabeça de pernas pro ar”. A hipérbole popular surge em “lá vai ela matando a moçada”, isto é, arrasando corações. O verso “por dentro o gozo fazendo suar” tem duplo sentido: pode ser prazer sexual explícito ou a vertigem do desejo que domina o corpo. O refrão funciona como pedido de rendição repetido, enquanto o plano de conquista folhetinesco — “eu te espero na doca com outra cantada” — combina com a bravata romântica de Magal no palco. Mesmo sem o alcance de “Sandra Rosa Madalena” ou “Meu Sangue Ferve por Você”, “Eloisa” cristaliza sua assinatura: paixão sem freio, metáforas de feitiço e um flerte dançante que faz a cabeça girar.
O significado desta letra foi gerado automaticamente.



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