
Pois É, Pra Quê?
Sidney Miller
Crítica à alienação urbana em “Pois É, Pra Quê?” de Sidney Miller
Em “Pois É, Pra Quê?”, Sidney Miller faz uma crítica direta à rotina urbana e à alienação social. O refrão repetido, “pois é, pra quê?”, funciona como um comentário irônico e resignado, expressando a sensação de falta de propósito nas ações do dia a dia. Miller utiliza imagens do cotidiano, como “o automóvel corre, a lembrança morre” e “o suor escorre e molha a calçada”, para mostrar a pressa, o desgaste e a indiferença que marcam a vida nas cidades. Ao citar situações como “a revolta latente que ninguém vê” e “o tiro no peito, o sangue na rua”, ele evidencia como problemas graves acabam sendo ignorados ou banalizados diante da rotina.
A letra também critica o conformismo e as soluções superficiais para questões sociais, como em “a praia compensa o trabalho, a semana” e “o amor que atenua”. O verso “o cientista inventa uma flor que parece a razão mais segura pra ninguém saber de outra flor que tortura” sugere que a busca por respostas fáceis ou ilusórias serve para mascarar o sofrimento real. Com um tom reflexivo e irônico, a canção reflete o contexto do Brasil dos anos 1960, marcado por desigualdade, consumismo e violência, e questiona o valor e o propósito das ações individuais e coletivas. Assim, “Pois É, Pra Quê?” se mantém atual ao abordar a alienação e a falta de sentido na vida moderna.
O significado desta letra foi gerado automaticamente.



Comentários
Envie dúvidas, explicações e curiosidades sobre a letra
Faça parte dessa comunidade
Tire dúvidas sobre idiomas, interaja com outros fãs de Sidney Miller e vá além da letra da música.
Conheça o Letras AcademyConfira nosso guia de uso para deixar comentários.
Enviar para a central de dúvidas?
Dúvidas enviadas podem receber respostas de professores e alunos da plataforma.
Fixe este conteúdo com a aula: