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Berrante de Ouro Fino

Silveira e Silveirinha

Letra

    Numa tarde de janeiro
    Tocando mil pantaneiro
    Entramos em Ouro Fino
    Me adiantei da boiada
    Encostei numa calçada
    Apeei da besta dourada
    Entrei num bazar grã-fino

    Chamei o negociante
    Me dê depressa um berrante
    Me entregou no mesmo instante
    Fui pagando e fui saindo

    Quando saímos na estrada
    Deu estouro na boiada
    Que tão bem ia seguindo
    Dava tristeza de olhar
    O gado triste a berrar
    Os companheiro a gritar
    E os cachorro latindo

    E naquela triste hora
    Só me veio na memória
    A Virgem Nossa Senhora
    Que protege os pequeninos

    (E naquele mesmo instante
    Vendo o perigo reinante
    Eu me lembrei do berrante
    Que comprei em Ouro Fino

    Quando o berrante eu toquei
    O som dele não escutei
    Na minha frente avistei
    Sob uma fumaça branca
    A figura de um menino
    Me falou muito assustado

    Seu berrante está calado
    É porque foi fabricado
    Dos chifres de um boi assassino

    E sobre o grande clarão
    Aquela linda visão
    Da imensidão foi sumindo)

    Depois daquela visão
    Recordei que naquele chão
    Houve um triste desatino
    Um garotinho trigueiro
    Querido dos boiadeiro
    Foi morto há muito janeiro
    Nos chifres de um boi turino

    Na encruzilhada do estradão
    Eu jurei e fiz intenção
    De nunca mais por a mão
    No berrante assassino

    Composição: Silveira / Zé Morais. Essa informação está errada? Nos avise.

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