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Um Berrante Na Prisão

Silveira e Silveirinha

Letra

    Um berrante silenciou na estrada
    O boiadeiro do sertão partiu
    Foi em busca do seu grande amor
    E bem contente para lá seguiu

    Esqueceu os companheiros
    Seu berrante, sua boiada
    E seguiu pra bem distante
    Pra rever a sua amada

    Ele a encontrou na praça
    Lá no jardim entre as flores
    Ela nos braços de outro
    Estavam ofertando amores

    Parou pensando primeiro
    Revendo a noiva querida
    Com o coração sangrando
    Meditou a própria vida

    Recordou a sua infância
    E o lugar onde nasceu
    Guampa de boi pantaneiro
    Nunca seu corpo abateu

    No entanto a mulher amada
    Igual punhal traiçoeiro
    Varou o seu coração
    Num golpe frio e certeiro

    Refletiu com sentimento
    E seu revólver puxou
    E no casal de repente
    A arma descarregou

    Mas quando viu a identidade
    Do homem que ali tombou
    Era o seu futuro sogro
    Que o ciúme fulminou

    Hoje na penitenciária
    De uma cidade distante
    Entre as grades cumpre a pena
    Daquele ciúme infamante

    E recorda com saudade
    A boiada e sua aldeia
    E repica o seu berrante
    Entre as grades da cadeia

    Composição: Faísca / Silveira. Essa informação está errada? Nos avise.

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