
Coco de Chegada
Silvério Pessoa
Cultura e resistência nordestina em “Coco de Chegada”
“Coco de Chegada”, de Silvério Pessoa, destaca-se por transformar figuras históricas do cangaço, como Lampião, Maria Bonita e Corisco, em símbolos de resistência e celebração da cultura nordestina. Ao afirmar “Sou da escola de Lampião / Uso faca, utopia, espingarda e paixão”, o artista mistura elementos de luta e sonho, mostrando que a bravura do sertão vai além das armas, incluindo esperança e amor pela vida. A frase “Virgulino é uma vírgula / Quer dizer pausa parada” faz um jogo de palavras com o nome de Lampião (Virgulino), sugerindo que até os cangaceiros mais temidos têm momentos de pausa e humanidade, mesmo diante da dureza do sertão, comparada à “rapadura”.
O tom animado da música aparece quando Silvério se apresenta como “brincante cantador” e fala em “brincar com Maria Bonita”, usando a imagem da companheira de Lampião para representar leveza e alegria, mesmo em meio às dificuldades. O “patuá” citado é um amuleto de proteção, reforçando a ligação com as crenças populares do sertão. Ao mencionar “coiteiro de Corisco” e “Deus e o diabo na terra do sol”, a canção aborda a dualidade do sertão: lugar de luta, fé, trabalho e festa. O refrão, com imagens das “lavadeiras brincando na flor da caatinga” e dos “Vates” como abelhas polinizando a canção, reforça que o coco é, acima de tudo, uma celebração da vida, da cultura e da força do povo nordestino.
O significado desta letra foi gerado automaticamente.



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