
Não Sei Dublar
Silvetty Montilla
Humor e autenticidade em "Não Sei Dublar" de Silvetty Montilla
Em "Não Sei Dublar", Silvetty Montilla usa o humor para transformar uma suposta limitação em motivo de orgulho. Ao assumir que não domina a dublagem, habilidade valorizada no universo drag, Silvetty subverte a expectativa de perfeição e reforça sua autenticidade. O tom autodepreciativo aparece em versos como “faço a bonita, mas a maquiagem tá uóh / Comprei no Paraguai”, mostrando que, mesmo sem os melhores recursos ou técnicas, ela mantém sua presença e carisma na cena.
A música faz referência a espaços importantes da noite LGBTQ+ paulistana, como a Blue Space e a Amaral Gurgel, situando a narrativa no cotidiano de quem vive e trabalha nesses ambientes. Silvetty aborda temas delicados, como sobrevivência e marginalização de pessoas trans e travestis, de forma leve e bem-humorada, como em “já trabalhei com meu pai / fazendo show ganho mais” e “pus o corpo pra vender”. O refrão “não sei dublar / estou queimada com os gays” brinca com o estigma de não se encaixar nos padrões, mas também sugere uma aceitação divertida dessa condição. O verso final, “quem não gostou, pode aplaudir”, convida à celebração da diferença e da irreverência, características marcantes de Silvetty Montilla.
O significado desta letra foi gerado automaticamente.



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