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Desapego e aceitação da morte em “Mañana” de Sílvia Pérez Cruz

Em “Mañana”, Sílvia Pérez Cruz aborda a morte de forma direta e sem sentimentalismos, recusando gestos tradicionais de luto, como flores ou cartas. Essa escolha revela um desejo de autenticidade e desapego diante da perda, alinhando-se à tradição mexicana de celebrar a vida mesmo diante da morte. A leveza da rancheira mexicana, presente na interpretação de Sílvia, reforça a ideia de que a tristeza pode ser vivida sem excessos dramáticos.

A letra, escrita por Ana María Moix, destaca a natureza passageira da felicidade ao afirmar: “¡Que falsa invulnerabilidad la felicidad!” (Que falsa invulnerabilidade é a felicidade!). O texto questiona a permanência dos sentimentos, sugerindo que tanto a alegria quanto a dor são transitórias. O pedido para que o amado não se prenda ao passado ou a rituais vazios após sua morte indica uma aceitação serena da solidão e da finitude. Ao dizer que, com a morte, “habrá cesado el miedo de pensar que ya siempre estaré sola” (terá acabado o medo de pensar que estarei sempre sozinha), a canção mostra que a solidão é uma preocupação dos vivos, dissolvida com o fim da existência. Assim, “Mañana” propõe uma reflexão sobre desapego, aceitação da mortalidade e a busca por uma despedida leve, onde a memória não se confunde com tristeza, mas sim com a compreensão da impermanência.

Composição: Silvia Perez Cruz. Essa informação está errada? Nos avise.

O significado desta letra foi gerado automaticamente.


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